Putas e prostitutas são discriminadas em muitos lugares

Discriminação nas famílias

As meninas são muitas vezes vítimas de preconceitos e rejeição nas próprias famílias. Vejam alguns
exemplos:

Camila foi obrigada desde cedo pela própria madrasta para se prostituir e teve que receber clientes em casa ou ir para as casas deles ou fazer programa no carro e no mato. O dinheiro ela entregou completamente à família, que construiu uma casa. Mesmo assim foi tratada com desdem, recebeu menos comida e quando a nova casa era pronta, não recebeu um quarto como seus irmãos mas teve que dormir na garagem.

Uma menina índia na Rorraima foi morar com uma família, que a obrigaram para se prostituir.
Depois de ela virar prostituta não podia mais comer na mesma mesa como os outros, e teve que usar o chuveiro da piscina atrás da casa.

Doriana, uma mulata do interior do Rio, trabalha como prostituta em um boate no Rio e manda o dinheiro para os pais, que cuidam da filha pequena de Doriana. Quando Doriana volta em casa para visitas, os pais tem vergonha dela, não permitem que ela vá pra festas da família e nem deixam-na sair com a filhinha.

Pior ainda o destino da negra Paula, que foi estuprada com 13 anos pelo próprio padastro e foi pressada por ele e o irmão dele para fazer programa para pagar escola do irmão dela e ajudar na despesa da casa. Embora que ela entrega tudo, o padrasto, a mãe e até o irmão batem muito nela, quando ela está em casa, e o padastro e alguns tios acham que é direito deles estuprá-la a vontade, já que ela é puta. Eles falam: "Se vc quiser te pagamos pelo programa, mas vc entrega a grana logo para nós, então tanto faz" e riem dela. Certo dia o padastro bebeu com dois amigos e obrigou a ela para ficar nua, e atender aos amigos, trazer bebidas e mais. Depois estupraram-na. Falaram de novo: "Se vc quiser te pagamos por isso, mas vc entrega a grana logo para seu padrasto, então tanto faz."

Discriminação de prostitutas nas igrejas

Muitas prostitutas são crentes, oram e tentam ser sinceras, boas, obedientes e humildes. Mas muitas vezes as igrejas ficaram-lhes fechadas. Em Sao Paulo um pastor, quando três prostitutas na sua folga visitaram um culto, falou mal delas na frente de todaa congregação e pediu para elas sairem. As meninas sairam chorando, xingadas pelo povo. Em várias igrejas aconteceu, que o padre ou o pastor se recusou de dar a elas o sacramento da eucaristia ou a santa ceia, humilhando-as assim na frente da congregação. Quase sempre são proibidas de cantar no coral ou no louvor, e muitas vezes nem são aceitas como membros ou expulsas. Tentativas de putas de fundar uma igreja própria como fez a associação "Hookers for Jesus" nos EUA, foram combatidas por outras igrejas.Quando duas prostitutas frequentaram um culto da igreja universal no Rio o pastor gritou, que o diabo estava dentro delas, e os obreiros uniformados da igreja se jogaram por cima das moças, deram murros e socos, rasgaram os vestidos delas e submeteram-nas a um exorcismo forçado.

Discriminação pela polícia (Veja artigo Discriminação pela polícia


Discriminação nas redes sociais

Uma prostituta corre sempre risco de ser excluída ou ter seu perfil deletado somente porque ela escreve sinceramente Profissão: Garota de programa (ou Prostituta). A prostituta Pétala Parreira foi deletada 20 vezes pelo Orkut. No Google a várias prostitutas são deletadas sob pretextos absurdos. Uma vez um perfil foi deletado por pornografia, embora que a garota não teve fotos no Google. A comunidade “Putas” foi bloqueado porque alguns usuários postaram fotos nuas, mas as moderadoras tem o direito de limpar tudo e pedir uma nova avaliação. Apareceu o aviso: Muito obrigado, a sua comunidade vai ser avaliada em alguns dias. Assim ficou para sempre.
Em blogues acontece o mesmo. Aparece o aviso: “Seu blogue foi apagado porque parece um blogue de spam. Se você quer reativar o blogue, pova que você não é um robô.”
A gente têm que escrever alguns números, e aparece o aviso: “Muito obrigado, evidentemente não é um robô. Espere alguns dias para a gente avaliar o seu blogue e depois seu blogue aparecerá de novo.”
Passam-se semanas e nada acontece. É possível renovar o pedido de avaliação, mas nunca acontece nada, e um dia o blogue é apagado definitivamente.
O facebook também apaga prostitutas sem dó.

Testemunho de uma jovem: Realmente, a orkut discrimina as prostitutas. Sou ex-prostituta, fui forçada a me vender por três rapazes por três anos. Agora não sou mais, mas mesmo assim eles apagam meu perfil sem dó.

 Já sofri por várias vezes que meu perfil foi apagado por "carregar fotos que não são permitidas". Vem sempre só essa explicação lapidar e automâtica, mais nada. Se entrar em recurso, vem outra reposta automática, que acharam algo que é contra o estatuto. Eu não tenho fotos nuas ou violentas, nem de longe,  li o estatuto por várias vezes, mas de jeito nenhum posso imaginar o que a administração acha errado no meu orkut. Se eles explicassem uma vez, ou simplesmente apagassem aquela foto que seria proibida, como o Google às vezes faz, seria muito mais fácil para mim. Obrigada.
 

Discriminação na rádio

Na rádio evangélica Novo Tempo (e semelhante em outras mídias) o apresentador cumprimenta todas as profissões. "Bom dia para os taxistas, para as enfermeiras, bom dia para os vendedores, bom dia para quem agora está no caminho para a escola..." e por aí. Até os criminosos presos são cumprimentados, mas nunca as meninas, quem na labuta dura sustentam famílias alugando seu corpo.

Discriminação nas escolas e faculdades

Muitos professores tem preconceitos contra as alunas, que se prostituem, embora que para muitas é o meio para poder continuar os estudos. Em vez de cair na preguiça, a menina se prostitui e ganha o dinheiro sem prejudicar os estudos. Mas muitos professores acham que prostitutas não são inteligentes e dão notas baixas ou eles chantageiam as meninas para poderem transar de graça.

Em Belo Horizonte estudou uma prostituta negra artes. Ela era bem pobre, e sendo ela preta teve que ficar na rua Guaicurus nos hotéis mais baratos e cobrar só R$ 9. Assim ganhou o dinheiro suada, mas um professor, que tem um salário de dez mil e diversos extras, insistiu em usar a menina sempre de graça.

Município Olten, Suiça, proibe às menores a prostituição.
A zona de Olten é famosa na Europa, várias ruas na periferia de Olten. Além de meninas do município vêm muitas moças da Romênia, república tcheca, Ucrânia e outros países para ganhar dinheiro para suas famílias pobres e seus cafetões. As meninas do exterior são traficadas por organizações internacionais como a máfia russa, que organizam tudo para as meninas, que são muitas vezes desajeitadas e sozinhas iriam passar fome.
A partir de agora menores são excluidas desses benefícios e oportunidades. Coitadas, tem que fazer programas por poucos centavos nos países delas ou trabalhar na ilegalidade, o que expõe as a muita violência, porque na invisibilidade da ilegalidade os cafetões tratam as meninas com muito mais brutalidade por duas razões: primeiramente não fica público, e a publicidade e observação do público inibe os cafetões violentos. A outra razão é que os cafetões têm que submeter as meninas com brutalidade para terem certeza absoluta, que elas não fogem e não falam nada errado caso a polícia consegue achar, flagrar ou capturar uma dessas prostitutas ilegais.

Por essas razões é muito melhor para elas, se a prostituição é legalizada para elas.

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