Puta aprende tocar piano

O sonho da prostituta jovem Daiane era sempre tocar piano, mas pela pobreza absoluta da família nunca podia pensar nem de longe em tal ideia. Pelo contrário, com 15 anos teve que contribuir para o sustento da família, quando seu pai abandonou a família e sumiu. Ela fez depois da escola uns três programas, mas com o tempo teve que dividir o lucro com um cafetão e passou a fazer seis até oito programas por dia. Um dia conheceu como seu cliente um pianista, que a levou em casa, onde ela viu o piano e se entusiasmou. O pianista fez-lhe uma oferta muito generosa: disse que ela poderia uma vez por semana vir fazer programa com ele, e como pagamento ele daria uma aula de piano. Já que ele tem graduação, combinaram para ela trabalhar duas horas, e ele paga com uma hora de aula. Depois de algumas semanas Daiane comprou um teclado para poder tocar em casa, e depois de um ano começou a tocar na igreja. Daiane
não é um caso único entre as putas. Muitas meninas do ramo sentem a vontade de exprimir-se de uma maneira artística além da “arte” de atender bem e aprazível na cama. Nisso elas seguem uma grande tradição. Em muitas épocas prostitutas foram mais valorizadas e aprendiam muitas coisas além de transar e chupar. Na Grécia antiga prostitutas absolveram muitas vezes uma aprendizagem desde a infância, incluindo tocarem instrumentos musicais, dança, conversação sobre vários temas (e para isso precisa de conhecimento de artes, política e outras áreas que talvez interessem aos clientes). Elas foram chamadas hetairas e algumas são famosas até hoje. No Japão existiam Gueixas, prostitutas de alta categoria, que também aprenderam muitas coisas gerais com as que acentuam a feminidade como artes, dança e música, e também temas que fascinam os homens clientes. Uma puta brasileira hoje em dia para também poder atender a pessoas menos cultas
deveria ser capaz de conversar sobre futebol e outros temas que interessam aos clientes. A maneira de meninas pobres, que não podem pagar por aulas, mas podem oferecer o seu corpo, é rara no Brasil, porque as meninas brasileiras infelizmente ainda não valorizam a aprendizagem, e sobretudo não sentem a necessidade de aprender música. Na Rússia, na China e em alguns outros países as meninas pedem pelas aulas com mais naturalidade. Simplesmente falam: “Gostaria de aprender piano, mas não posso pagar com dinheiro. Será que tem como dar um jeito?” E os professores entendem logo, o que as meninas querem sugerir. E para uma menina é saudável, que ela mesma pague pelas aulas, porque se os pais pagam, as crianças muitas vezes não valorizam e nem
treinam. Uma menina, que paga à custo com seu próprio corpo, quer mesmo aprender piano (ou violino, ou canto, ou inglês ou outras coisas) e se esforça para aproveitar as aulas bem. Dá uma olhada no youtube e olha crianças prodigiosas tocando piano: as melhores são russas ou asiáticas e não europeias ou americanas, que recebem tudo de graça. E as brasileiras ficam onde?






















































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