Contra a discriminação de putas e prostitutas. Putas e prostitutas são discriminadas em muitos lugares.

As prostitutas, acompanhantes, garotas de programa, putas e outras trabalhadoras do sexo têm um trabalho difícil, responsável e se dedicam a ele com amor e paciência, mas elas são hoje em dia discriminadas em muitos lugares. Está na hora de parar com essa hipocrisia. As prostitutas fazem um trabalho importante e são muitas vezes meninas boas, dedicadas, obedientes, educadas e responsáveis. Boas amigas e mães. É importante a prostituta ter também seu trabalho valorizado, e que ela possa frequentar assim como outras mulheres festas de família, igrejas, escolas, hospitais, piscinas, hoteis e outros lugares.


Discriminação nas famílias


As meninas são muitas vezes vítimas de preconceitos e rejeição nas próprias famílias. Vejam alguns exemplos:



Camila foi obrigada desde cedo pela própria madrasta para se prostituir e teve que receber clientes em casa ou ir para as casas deles ou fazer programa no carro e no mato. O dinheiro ela entregou completamente à família, que construiu uma casa. Mesmo assim foi tratada com desdem, recebeu menos comida e quando a nova casa era pronta, não recebeu um quarto como seus irmãos mas teve que dormir na garagem. 


Uma menina índia na Rorraima foi morar com uma família, que a obrigaram para se prostituir. Depois de ela virar prostituta alagaram que ela seria suja e não podia mais comer na mesma mesa como os outros, e teve que usar o chuveiro da piscina atrás da casa. 


Doriana, uma mulata do interior do Rio, trabalha como prostituta em uma boate no Rio e manda o dinheiro para os pais, que cuidam da filha pequena de Doriana. Quando Doriana volta em casa para visitas, os pais tem vergonha dela, não permitem que ela vá pra festas da família e nem deixam-na sair com a filhinha.


Pior ainda o destino da negra Paula, que foi estuprada com 13 anos pelo próprio padastro e foi pressada por ele e o irmão dele para fazer programa para pagar escola do irmão dela e ajudar na despesa da casa. Embora que ela entrega tudo, o padrasto, a mãe e até o irmão batem muito nela, quando ela está em casa, e o padastro e alguns tios acham que é direito deles estuprá-la a vontade, já que ela é puta. Eles falam: "Se vc quiser te pagamos pelo programa, mas vc entrega a grana logo para nós, então tanto faz" e riem dela. Certo dia o padastro bebeu com dois amigos e obrigou a ela para ficar nua, e atender aos amigos, trazer bebidas e mais. Depois estupraram-na. Falaram de novo: "Se vc quiser te pagamos por isso, mas vc entrega a grana logo para seu padrasto, então tanto faz."


Discriminação de prostitutas nas igrejas

Muitas prostitutas são crentes, oram e tentam ser sinceras, boas, obedientes e humildes. Mas muitas vezes as igrejas ficaram-lhes fechadas. Em Sao Paulo um pastor, quando três prostitutas na sua folga visitaram um culto, falou mal delas na frente de toda a congregação e pediu para elas sairem. As meninas sairam chorando, xingadas pelo povo. 

Em várias igrejas aconteceu, que o padre ou o pastor se recusou de dar a elas o sacramento da eucaristia ou a santa ceia, humilhando-as assim na frente da congregação.

Quase sempre são proibidas de cantar no coral ou no louvor, e muitas vezes nem são aceitas como membros ou afastadas. Tentativas de putas de fundar uma igreja própria como fez a associação "Hookers for Jesus" nos EUA, foram combatidas por outras igrejas.

Quando duas prostitutas frequentaram um culto da igreja universal no Rio o pastor gritou, que o diabo estava dentro delas, e os obreiros uniformados da igreja se jogaram por cima das moças, deram murros e socos, rasgaram os vestidos delas e submeteram-nas a um exorcismo forçado.


Uma puta meio nua, de salto alto e pequena contra dois
policiais grandes e armados. Mesmo assim eles a amarram.
Aí vem Jesus e salva a puta:
Discriminação pela polícia

Muitas vezes a polícia trata as putas como pessoas de ínfima categoria. Elas são transportadas como criminosos no porta-malas dos carros. Sem respeito ao seu pudor são transportadas às vezes nuas ou quase nuas. Nas prisões são mal-tratadas. São presas durante o trabalho com pouca e nenhuma roupa e têm que ficar assim às vezes na prisão, expostas aos olhos cobiçosos dos policiais e outros. Às vezes são tb estupradas ou investigadas por mãos rudes que abrem a xaninha, boca e o cuzinho com força sob pretexto de procurar drogas, armas e mais.

Conhecido é o caso da prostituta Brenda de Natal, que foi presa por várias vezes pela polícia sob acusação de ser prostituta menor. Foi investigada intimamente sob pretexto de ver se ela era ainda virgem ou teve atos sexuais recentes. Foi estuprada na prisão e teve que ficar por uma semana em uma cela 
junto com 23 homens, que a estupraram a vontade. Os policiais responderam, que ela é uma puta e por isso não precisa ser protegida dos homens. Falaram-lhe que seria dentro da lei, possibilitar a uma presa que exerça a sua profissão também dentro da prisão. 

Quando isso se repetiu por várias vezes e Brenda falou que iria procurar uma advogada, os policiais ameaçaram, que fechariam o pequeno barzinho da mãe dela, se ela tentasse fazer queixa contra os policiais. Assim ela ficou sem jeito de se defender dos mal-tratos e abusos, que continuaram até Brenda virou evangélica e o pastor dela negociou com a polícia.


Nanda, uma jovem prostituta de Arajaju, conta: Discriminada pela polícia apenas por ser puta
Uma vez voltei de um aniversário de um colega em casa, indo junta com três rapazes e a três namoradas deles, mais eu e mais uma garota. Chegamos a uma rua onde a polícia fez uma investigação, e fomos parados. Tive a minha identidade comigo, e quando eles a checaram, veio, ao parece, logo a informação que faço programa. Pelo menos perguntaram se faço programa, e falei que já fiz. Eles me separaram dos outros e me investigaram se eu tivesse drogas. Me fizeram entrar no carro deles e mandaram os meus amigos embora, mas estes falaram que queriam me esperar. Os policiais, entre eles tb uma mulher, pediram para eu tirar a calcinha para me investigarem melhor. Falei que sou evangélica, mas eles responderam que isso não interessa. Foi a mulher que enfiou um dedo, mas teve homens 
presentes que viram tudo. Depois falaram que teriam fazer a prova com a calcinha, se tiver traços de drogas. Me levaram para o combi que transporta presos, onde já teve três rapazes presos e me mandaram esperar lá dentro. Fechei as pernas para ninguém perceber, e eles conversaram só comigo. Falaram com meus amigos que eu seria presa, mas eles não queriam ir embora e mesmo assim me esperaram. Pouco depois outros policiais trouxeram mais um bandido. Ouvi como falaram baixinho para ele que não seria tão ruim lá dentro porque teria uma prostituta presa sem calcinha. Quando ele entrou ele logo falou: "E aí, gata, é vc que é a piranha sem calcinha?"
Aí não teve jeito, eles me abusavam. Gritei, e eles tentaram fechar a minha boca, mas consegui gritar um pouco,  e meu colegas protestaram com os policiais e estes bateram muito contra o combi, mas ficou nisso, e entretanto os homens me amordaçaram com uma mão e um outro começou a me estuprar. Depois eles tentaram de amordaçar me com a cueca dele, e no segundo que tirou a mão gritei socorro. Oivi meus colegas brigarem com a polícia e estes bateram de novo fortemenet contra 
o combi, mas isso só ajudou para abafar meu gritos, e quando acabou, a cueca já estava totalmente dentro de minha boca. O primeiro acabou comigo, e o próximo transou também, mas depois eles não prestaram atenção à minha boca e dei um jeito e consegui expulsar a cueca e gritei socorro de novo. Desta vez consegui gritar por várias vezes até eles me dominaram e amordaçaram de novo.  Meus amigos brigaram mais alto com a polícia, e estes batiam contra o combi, e finalmente abriram a porta, bateram nos presos e em mim e me tiraram nua do combi. Fiquei nua no meio da rua, até a mulher policial pegar minha roupa dentro do combi e me devolver. me vesti em frente de todos, e a calcinha nem recebi. Os policiais falaram que isso acontece muito, que uma prostituta presa tenta seduzir os outros presos para chantajar vantagens e a ajuda deles. Depois falaram que podemos ir.  Falei ainda obrigada para eles e agradeci pela ajuda, mas foi na ironia. Espero que eles entenderam. Mas sou grato pela solidariedade de meus amigos.

Leia mais em nandasaradona.webnode.com


Pricila banca os custo da faculdade fazendo programa.
Tem colegas que a cortam por isso.
Discriminação nas escolas e faculdades

Muitos professores tem preconceitos contra as alunas, que se prostituem, embora que para muitas é o meio para poder continuar os estudos. Em vez de cair na preguiça, a menina se prostitui e ganha o dinheiro sem prejudicar os estudos. Mas muitos professores acham que prostitutas não são inteligentes e dão notas baixas ou eles chantageiam as meninas para poder transar de graça.


Em Belo Horizonte estudou uma prostituta negra artes. Ela era bem pobre, e sendo ela preta teve que ficar na rua Guaicurus nos hotéis mais baratos e cobrar só R$ 9. Assim ganhou o dinheiro suada, mas um professor, que tem um salário de dez mil e diversos extras, insistiu em usar a menina sempre de graça.


Os orkut, face e google da prostituta jovem Petala
foram deletados muitas vezes
Discriminação nas redes sociais

Uma prostituta corre sempre risco de ser excluida ou ter seu perfil deletado somente porque ela escreve sinceramente Profissão: Garota de programa (ou Prostituta).


Discriminação na rádio

Na rádio evangélico Novo Tempo (e semelhante em outras mídias) o apresentador cumprimenta todas as profissões. "Bom dia para os taxistas, para as enfermeiras, bom dia para os vendedores, bom dia para quem agora está no caminho para a escola..." e por aí. Até os criminosos presos são cumprimentados, mas nunca as meninas, quem na labuta dura sustentam famílias alugando seu corpo.














Posted by Picasa

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