"Todas as mulheres que lutam contra o exército turco são putas"

Há um mês que as tropas turcas estão a bombardear e invadir a Síria, mais exato, a região habitada e detida por curdos no Norte da Síria, na fronteira com a Turquia. Contra os tanques e aviões turcos, muitas vezes fornecidos por seus aliados na OTAN, as milícias curdas têm só rifles e sua coragem. As milícias chamam se em curdo YPG (Unidades de Proteção Popular). Entre os lutadores existem também varios batalhões femininos e também cristãos e yazidis, entre eles o famoso batalhão feminino dos yazidis, cujas integrantes por grande parte são mulheres e moças que passaram o cativo do Estado Islâmico com estupros em massa, mutilações, escravizão e leilão de meninas e moças cativas.
Para o presidente turco essas mulheres heróicas não agradam, sendo ele mesmo um islamita conservador, e para o islã conservador o papel das mulheres é serem submissas e quietas, e uma lutadora feminina é uma ofensa para qualquer adepto conservador do islã.
"Todas as mulheres que lutam contra o exército turco são putas. Pelo fato que resistem ao glorioso exército turco e à vontade de Alá, mostram que são putas e cadelas." Explicam: "Putas dessa laia colocaram-se fora das leis e dos costumes. Por isso não são protegidas pelas Convenções de Genebra. Qualquer homem crente (quer dizer do islã) tem o direito de submetê-las e de fazer com elas o que quiser."
Leilão de cativas como escravas
Não é novidade, que os turcos pegam o lado do islã extremo. A Associação Portas Abertas e a Fundação Internacional Irmã Ha tune, entre outras, alertaram já no ano passado, que os lutadores terroristas do Estado Islâmico andam armados e cheios de si pelas ruas das vilas do Sul da Turquia. Ativistas da fundação alertavam já há anos que Erdogan e o governo turco fazem um jogo falso, enganando inclusive a OTAN e o mundo ocidental, enquanto seu alvo declarado é matar as minorias, incluindo os yazidis, os últimos cristãos e os curdos.
Marita Esser, psicóloga que trabalha com meninas liberadas do cativo muçulmano, destaca: "A ideologia do Estado Islâmico não é longe assim da corrente principal do islã. Governos como os da Arábia Saudita ou da Turquia mantêm a mesma visão: a supremacia do islã. A única diferença maior entre Erdogan e o renegado líder do Estado Islâmico é somente, quem deles seria o maior, então o novo califa, supremo lider do mundo muçulmano."
IS Vol 3-000Alex Bergstedt lembrou em uma palestra no dia 25 de fevereiro na Pomerânia: "O papel traidor do governo turco revelou-se já em 2013 e 2014, quando as milícias perversas do Estado Islâmico tentavam conquistar a cidade, mas foram repelidas heroicamente pelos curdos. Enquanto o Ocidente torceu pelos curdos e pela primeira derrota do Estado Islâmico, até então invicto, os turcos atacaram os curdos e faziam de tudo para ajudar clandestinamente ao Estado Islâmico."

Fontes: http://www.tagesschau.de/
http://po.hatunefoundation.com/portuguese/
http://www.tagesschau.de/ausland/baumann-analyse-ypg-101.html
https://www.dn.pt/mundo/interior/escrava-sexual-do-estado-islamico-foi-obrigada-a-comer-o-filho-de-um-ano-8597908.html
http://www1.folha.uol.com.br/ilustrissima/2014/10/1529972-historias-de-tortura-mutilacao-e-estupro-no-avanco-do-estado-islamico.shtml

Nenhum comentário:

Postar um comentário