Quarenta minutos sem o celular foram suficientes para “Dulci Paina” ser o nome mais conhecido do WhatsApp em Campo Grande. Nas últimas semanas, a moçada que tem o aplicativo ficou louca com fotos picantes da comerciante de 25 anos. Muitas outras meninas, quando perceberem que alguém publicou suas fotos ou vídeos nuas, somente reclamam, choram e ameaçam, algumas até se suicidam, atitudes que não combinam com um comportamento de meninas boas ou evangélicas. Quando elas recebem centenas e milhares de mensagens de homens loucos para terem sexo com elas, elas jogam essas oportunidades para fora. Mas Dulci foi muito mais inteligente:
Ela disse sim a esse acesso sexual e estipulou preços, virando prostituta. Nem foi excessivo, cobrou R$ 300. Lembra, a menina do sinal ok Fran Santos recebeu uma oferta de 10 mil ! E ela tem ambições de ser realmente uma puta boa:
“Sempre quis ser a melhor no que eu fiz, e com o programa não é diferente”.
Ela continuou estudando e fez só uns dois, três programas por dia. Ter três vezes sexo por dia não é nada cansativo, até para uma jovem o ideal. E com isso conseguiu em pouco tempo uma fortuna.
Ela assumiu a profissão mais antiga do mundo sem meias palavras, declara a quem perguntar qual é sua nova ocupação. “Assumi toda a responsabilidade, não tem hipocrisia”.
Segundo ela, o motivo do sucesso não está só na beleza de cabelos encorpados loiros, corpo malhado e olhos claros. Para Dulci, “o que encanta os clientes é o jeito meigo”.
Família – A mãe apoia a decisão, apesar das ressalvas. “Não acho correto, mas vejo isso como uma fase”. A professora Vera Lucia, de 53 anos, conta que quando soube da ocupação da filha, ficou triste, mas superou. Mesmo evangélica, ela vê o preconceito como falso moralismo. “Fazer sexo sem amor é uma venda também, porque só com amor nos doamos.”
Depois de alguns meses Dulci se cansou dessa farra, abriu uma loja e virou evangélica. Agora tem uma vida equilibrada e boa, e certamente não vai demorar e vai achar o homem certo para casar. E imaginem, como ela vai fazer a esse homem feliz na cama, depois de tanto treinamento. Vão ser uma família muito feliz, se Deus quiser. Desejemos todas essas bênçãos para ela.
Dulci afirma que tomou uma decisão polêmica, vista com preconceito por outras pessoas. "Antes, me criticavam porque eu era garota de programa, vendia sexo. Agora que eu decidi me converter, aceitar Deus e mudar de vida, também sou criticada. Que sociedade é essa em que vivemos, em que as pessoas se acham no direito de julgar?", questiona.
Durante o tempo em que fazia programas, o lado financeiro sempre a impedia de abandonar o ofício. "Infelizmente durante esses meses eu optei pela forma mais rápida de ganhar dinheiro, mas isso não quer dizer que era a forma mais fácil. Nunca foi fácil transar com outros homens. A primeira vez foi tão difícil que não consegui", lembra.
O desejo de mudar de vida era, segundo ela, conflito psicológico. Largar ou não a profissão que rendia tanto? Dulci fala que obteve uma resposta, segundo ela, por “ironia do destino” durante encontro com um cliente.
"Chegamos no quarto e eu já estava preparada para fazer o que sempre fiz com os clientes, mas ele falou que não queria nada comigo e que estava ali porque Deus o havia mandado para me ajudar. Pediu para eu me olhar no espelho e falou que eu era uma menina bonita, gente boa e que eu não precisava mais fazer aquilo. Que Deus tinha um propósito na minha vida", relata.
Essa pessoa, de acordo com a empresária, lhe deu um livro evangélico, inicialmente ignorado por ela. "Eu não queria ler porque no fundo eu sabia que se eu me aproximasse de Deus ia acabar largando essa vida", afirma.
Dulci conta que certo dia sua sobrinha abriu o volume aleatoriamente e leu um trecho dizendo que “Deus nos dava o caminho das bençãos e maldições e que eu deveria escolher o que eu quisesse", relata. Na semana seguinte, foi convidada para assistir a um culto e aceitou.
Dulci diz que não tem vergonha do passado e que não se importa com críticas sobre a antiga profissão. "As pessoas querem me julgar, mas eu não ligo. A sociedade não aceita bem quem fala a verdade, quem assume o que é sem medo de críticas. Eu fiz isso quando resolvi ser garota de programa, em maio deste ano, e estou fazendo o mesmo porque escolhi mudar. Eu determino o que eu quero para minha vida, tenho livre arbítrio e ninguém tem nada com isso", explica.
A vida de garota de programa começou depois que a empresária, na época vendedora em uma loja de roupas e já proprietária da loja que tem hoje, começou a trabalhar também em casas noturnas fazendo recepção de clientes.
Entretanto, segundo ela, não dava para pagar todas as contas. Nesse momento apareceu a oportunidade de sair com homens em troca de dinheiro. A culpa seria da sociedade que paga pouco para uma vendedora e muito para uma prostituta, assim ela teve de se adaptar e optar pelo que é bem pago.
Mesmo sem arrepender-se, Dulci diz que tomaria rumo diferente na vida se tivesse chance. "Eu não repetiria isso. Hoje enxerguei que tenho capacidade para ganhar dinheiro de outra forma, sem desrespeitar os ensinamentos da minha mãe e de Deus. Não quero voltar atrás nunca mais. É uma decisão definitiva. Só quem conhece Jesus sabe o quanto ele nos dá paz para tomar decisões", declara.
Sobre os desafios de manter-se no caminho da religião, Dulci diz que vai ser uma luta diária. "Ele [Deus] não disse que seria fácil. Servir a Deus é um desafio constante. Todos os dias o pecado vem e bate na sua porta. Mas quando você está firme no seu propósito fica mais fácil", afirma.
Mais uma vez parabéns a Dulci, moça corajosa sem hipocrisia.
Dulci Paina, prostituta evangélica gostosa e inteligente.
Igreja: Sara nossa terra
Facebook da moça gostosa: https://www.facebook.com/dulci.paina







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